Sinopse

   Celaena Sardothien não é uma assassina qualquer, é a melhor assassina de Adarlan. Ela está, porém, presa como escrava nas minas de sal de Endovier já há um ano e sem esperanças de conseguir sua liberdade de volta tão cedo. Eis então que surge o príncipe herdeiro de Adarlan com uma proposta que pode lhe proporcionar sua liberdade ou sua morte.

    A proposta consiste em tornar Celaena uma competidora em um torneio promovido em segredo pelo rei, a fim de escolher um campeão que executará seus planos ardilosos durante 4 anos e então, conseguirá um nome limpo e, mais importante, liberdade.

    Celaena aceita participar sendo patrocinada pelo príncipe Dorian e é levada até Forte da Fenda, onde treinará e lutará contra 23 criminosos igualmente experientes que farão de tudo para vencer.

Resenha

“Linda e letal. Vencer é seu destino.”

    A sinopse conta uma história. O livro conta outra. Celaena é uma assassina, mas pelo que li, ainda tem muito o que aprender. Esperava uma assassina bruta, cruel, sarcástica, mas encontrei uma menina com alguma experiência em combate, um pouco atrevida mas mimada e sentimental.

    Celaena sente necessidade de se afirmar pra si mesma o tempo todo como melhor assassina de Adarlan, mas poucas foram as oportunidades que ela teve para demonstrar seu potencial. Certamente ela não conseguiu demonstrar nada de seu lado “melhor assassina de Adarlan” ao ser surpreendida pelo príncipe Dorian dentro do próprio quarto enquanto tocava piano.

    Como a série é longa, eu esperava que a personagem fosse mostrar mais suas fraquezas e sentimentos ao longo dos livros seguintes, mas a autora optou por fazê-lo logo no primeiro, talvez para fazer com que os leitores se identificassem mais rápido com a Celaena. Na minha opinião, isso acabou descaracterizando a personagem.

    Além disso, a autora incluiu o príncipe Dorian e o guarda Chaol como interesses românticos da protagonista, bem clichê, tudo o que eu não esperava encontrar nesse livro. Não achei ruim, mas ao ler a sinopse, imaginei muita ação, suspense, mistério e um pouco de romance e, na verdade, o romance vem que na frente e em uma dose bem grande e forçada.

    Os testes que, segundo o rei “… não serão fáceis, nem o treinamento. Alguns de vocês poderão morrer no processo.”, são bem bobinhos na verdade e foram muito pouco explorados, alguns sendo descritos em poucas linhas. Esperava lutas sanguinárias, mortes, amputações… Foi decepcionante.

    Há também alguns acontecimentos paralelos ao evento, onde alguns competidores morrem misteriosamente (aliás, morrem mais competidores nessa situação misteriosa do que na competição em si). Embora intrigante, o mistério não é realmente um mistério para o leitor, sendo possível desvendá-lo antes da metade do livro.

    O livro possui algumas falhas no enredo, situações contraditórias inclusive na mesma página, que incomodam quem presta atenção nesses detalhes. Apesar de levar em consideração a idade da autora quando o escreveu, não posso ignorar que o livro foi publicado e está sendo vendido. Eu esperava que, pelo menos, um editor lesse o livro, apontasse essas contradições e orientasse a autora a corrigi-los. 

    O livro é bom, mas me decepcionou pois eu esperava um tipo de história e encontrei outra. Imagino que a leitura dos próximos volumes será melhor, agora que estou com a expectativa alinhada corretamente ao estilo do livro.

Você pode ouvir nosso podcast sobre O Trono de Vidro aqui.

Avaliação final: 

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